Guia rápido: Tudo o que você precisa saber sobre os mapas de produtividade

Conheça o passo-a-passo da criação dos mapas de produtividade e sua importância dentro da Agricultura de Precisão.

Como você já sabe a agricultura de precisão (ou AP) é a união de vários conceitos e métodos que unem agricultura e tecnologia para conhecer melhor o solo, otimizar a colheita e gerar economia no tempo e no bolso do produtor.
Pode chamar de ponto de partida, porta de entrada, marco zero… O consenso é que o primeiro passo para colocar a agricultura de precisão em prática com sucesso é entender a variabilidade existente na lavoura.
Nada melhor do que compreender um dos mapas que mostram essas variáveis, não é? Então é hora de ficar atento e conhecer mais sobre como são gerados os mapas de produtividade e a sua real importância dentro da agricultura de precisão.
Ah, e fica a dica de um conteúdo bacana: a InCeres produziu alguns webinars sobre o uso de mapas de produtividade em diferentes culturas. Confira lá o conteúdo extra que vai te auxiliar na compreensão ao longo deste artigo.

Conceituando

Vamos começar “pelo começo”. É importante entender que existem três diferentes nomes para o mesmo conceito de mapa informativo obtido ao fim da colheita.
Mapas de colheita, rendimento e produtividade: todas as três alternativas são obtidas na mesma etapa do processo (pós-colheita), mas cada um tem suas peculiaridades e funções.
No final das contas, o termo “mapa de produtividade” é o que engloba todas as características principais de cada um deles, gerando assim uma informação mais completa e efetiva.
A principal razão disso é porque os mapas de produtividade expressam a resposta da cultura ao manejo, dando margem para percepção e entendimento das variabilidades que surgem ao longo do processo.
E como bem sabemos, quanto mais variabilidades detectadas, mais efetiva é a aplicação da agricultura de precisão e melhores os resultados.

Mas qual é a função deles?

Os mapas de produtividade surgem para o agricultor que quer se distanciar da agricultura tradicional (AT) e migrar para a agricultura de precisão.
Isso porque na AT, a mensuração de quanto uma lavoura pode produzir é baseada simplesmente em estimativas de médias de produção.
Isso não é aplicado quando o assunto é agricultura de precisão, já que a ideia principal desse tipo de agricultura é a gestão localizada, com base não em estimativas, mas dados concretos coletados do solo, produção, geoestatística, etc.
Quatro aspectos principais englobam o uso dos mapas de produtividade: a variabilidade da lavoura, a compreensão das relações de causa e efeito, a reposição de nutrientes e a delimitação de áreas com contraste marcante – onde é necessária uma conduta diferenciada de ação.
Hora então de compreender a ação de cada um desses aspectos e sua relação com os mapas de produtividade.

Entendendo a produtividade

Passada a fase teórica sobre os mapas de produtividade, é hora de entender como é feita a coleta e interpretação dos dados com base na agricultura de precisão.
Mensurar ou estimar o quanto a sua lavoura vai produzir é um modo de obter dados de produtividade sólidos e melhorar a aplicação de insumos nas áreas onde se faz necessária a intervenção.
Melhor do que se basear em mensurações ou estimativas é se basear em dados específicos, com peso e relevância. Essa coleta de dados pode ser configurada nas premissas da agricultura de precisão aplicada às colhedeiras, por exemplo.
É uma relação de coletar os dados neste ciclo para consertar os problemas para o próximo ciclo produtivo. Mas fique tranquilo, vamos explicar um pouco mais sobre isso mais para frente.
Gerenciar o solo e sua nutrição de maneira independente, respeitando cada uma das particularidades dos setores do terreno é essencial para que a produção seja igual na lavoura toda.
Um exemplo de fácil entendimento é a questão da adubação. Com análise do ciclo anterior feita para apontar onde se produziu mais ou menos é possível acertar o nível de adubo aplicado nos talhões, equalizando a produtividade dos mesmos.
Mas não é somente ter em mãos os dados da produção que é o necessário para tornar ela mais eficiente ou compreender qual setor do terreno produziu mais ou menos. É preciso entender qual a razão para isso ocorrer.

Como coletar os dados?

A união de agricultura e tecnologia facilita a coleta e intepretação dos dados gerando um dossiê completo sobre a produtividade do solo analisado.
Para a produção de um mapa de produtividade efetivo, é necessário tecnologia à altura para alimentar o banco de dados. Essas informações são coletadas por meio de sensores instalados no elevador da colhedora.
Esses sensores permitem que o produtor meça com grande precisão – desde que tenha a configuração correta da colheitadeira para extração destes dados – o quanto cada zona analisada do terreno está produzindo. Ou seja, são as informações básicas que, quando juntas, geram o mapa de produtividade.
Com o mapeamento das zonas de produção feito é possível observar os resultados da colheita visualmente. Com os dados em mãos, é hora de alimentar o software para agricultura de precisão para gerar os mapas.
A compreensão das deficiências da produtividade e de onde estão localizadas, é hora do agricultor unir forças e trabalhar lado-a-lado com o seu agrônomo, traçando as estratégias de manejo do solo para o próximo ciclo produtivo.

Filtragem dos dados

Um banco tão rico de dados sobre o solo e a produtividade é uma ótima ferramenta de trabalho, não é mesmo?
Mas é preciso estar atento! Antes de colocar em prática a intepretação dos dados coletados para a geração dos mapas de produtividade, é necessário passar as informações por uma filtragem.
Um mapa sem filtragem pode não gerar os resultados que realmente são importantes para otimizar a produção.
Por exemplo, se elegermos intervalos de produtividade sem muito critério é possível que informações importantes sejam escondidas e decisões erradas sejam tomadas.
Dessa maneira é possível conquistar mais resultados positivos na sua lavoura e colocar em prática com perfeição os preceitos da agricultura de precisão.

Complemento essencial

Além de ser uma fonte rica de informações, os mapas de produtividade ainda vão além e se somam a outros índices coletados pela agricultura de precisão que tornam a base de conhecimento mais rica ainda.
Um dos preceitos da agricultura de precisão é entender também a variabilidade do solo captando o máximo de informações possíveis sobre ele e a sua nutrição natural.
Essa coleta de dados mostra, tal como a variabilidade da produtividade, os níveis de nutrição nos diferentes espaços do terreno, para adaptar os locais pobres em nutrientes aos níveis dos talhões mais produtivos.
A intepretação desses níveis e aplicação das correções se unem às informações sobre produtividade e o resultado é um upgrade na geração do mapa de produtividade, que se torna mais seguro e completo.

Como a AP pode me ajudar?

Tudo está escrito, conceituado, sugerido… Mas de que maneira a agricultura de precisão está ligada aos mapas de produtividade da minha colheita?
Bom, ela está ligada simplesmente a todo o processo, do início ao fim.
Só para recapitular:
– É com base nos conceitos da agricultura de precisão que é possível coletar as informações do ciclo anterior, estuda-las e detectar as falhas nas diferentes partes do terreno;
– O software de agricultura de precisão é quem programa e orienta o maquinário para coletar as amostras de solo nos diferentes pontos do terreno, com profundidades específicas e dados pré-programados;
– A plataforma também é responsável pela análise dos dados do elevador da colhedora, gerando os dados de produtividade na hora da colheita;
– Com a compreensão dos dois tipos de variabilidade (do solo e da colheita), o sistema de AP é alimentado com as informações e gera o mapa de produtividade completo;
– Mapa gerado, informações coletadas e compreendidas, é hora de partir para ação e otimizar o próximo ciclo da lavoura.
Engana-se quem pensa que as vantagens de se aplicar a tecnologia no campo param por aí. Estamos vivendo tempos de mudança com relação aos softwares para agricultura de precisão.
A nova geração dessas plataformas vem para coroar uma nova visão sobre a agricultura de precisão, onde a gestão do tempo é cada vez mais crucial e efetiva no resultado da produção.

Ganhando tempo e dinheiro

Nuvem, para o homem do campo, era somente sinal positivo de que o campo ia receber uma bem-vinda chuva para ajudar no crescimento da produção. Mas hoje o termo significa bem mais que isso.
A nuvem tecnológica é tão boa quanto à da meteorologia. O cloud computing é a principal funcionalidade dos novos softwares para agricultura de precisão, dando mais liberdade e segurança ao usuário.
Aplicar esse conceito nos mapas de produtividade é um ótimo exemplo. Como citado anteriormente neste artigo, os mapas de produtividade exigem muitos dados coletados e filtrados para que ele possa ser efetivo quando aplicadas as correções.
A tecnologia em nuvem permite ao usuário programar com mais rapidez as informações que serão coletadas. Além disso, no momento da interpretação dessas informações é que a nuvem mostra a que veio.
Pode esquecer a geração anterior dos softwares para agricultura de precisão, criada só para uso em desktop e com um processo de interpretação dos dados lento e não muito confiável.
O futuro da área de agricultura de precisão é a liberdade de o usuário utilizar a plataforma aonde estiver, utilizando a tecnologia mobile diretamente do campo se necessário.
Mais do que isso, os novos softwares permitem que ele alimente a ferramenta com as informações necessárias e em poucos segundos receba diferentes tipos de mapas informativos, que dão as indicações e recomendações que cada etapa do processo necessita.
Pode dar adeus às muitas horas necessárias para produzir estes mesmos resultados que você gastava na geração antiga dos softwares para AP.
Dê adeus também aos riscos do programa apresentar algum problema no meio do processo e ocorrer a perda dos dados convertidos. Está tudo cada vez mais rápido e seguro, da coleta aos resultados gerados pelo softwares.
Os softwares de agricultura de precisão baseados na tecnologia de nuvens são comprovadamente mais rápidos na coleta, armazenagem e interpretação de dados, além de muito seguros na privacidade dos resultados.

Aposte nos mapas!

A relação entre agricultores e os mapas de produtividade até existe, mas convenhamos que não seja muito difundida ou está cercada de muitos mitos e dúvidas.
O importante é você se informar e se conscientizar. Saber da importância de conhecer todos os detalhes e pormenores da sua lavoura, como sua produção está indo ao longo do ciclo, e quais os dados e informações são essenciais para serem coletados.
Com o “check-up” completo das análises de solo, das variações do mesmo e da capacidade produtiva de sua lavoura em mãos, é hora de se unir a um bom software de agricultura de precisão.

Quanto mais, melhor!

A verdade é uma só! A agricultura de precisão oferece uma gama enorme de dados a serem coletados, que te ajudam a compreender as necessidades do solo e produção, extraindo ao máximo o seu potencial na hora da colheita.
Então não se assuste com a quantidade de dados coletada, com a relação entre eles e de que maneira eles podem ser interpretados depois de colhidos.
Os mapas de produtividade são apenas uma pequena parte das maravilhas que a agricultura de precisão tem a oferecer. Por isso não se assuste com a quantidade de dados, funcionalidades e informações.
O melhor caminho é se render a tecnologia, compreender a fundo tudo o que os novos softwares de agricultura de precisão proporcionam na otimização da sua lavoura e quais funções combinam com suas necessidades.
Viu só a importância dos mapas de produtividade para a sua lavoura? Então é hora de mão na massa! Coloque as dicas em prática e comprove a eficácia dessa e outras ferramentas e funções que a agricultura de precisão te oferece!

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