A atenção especial que deve ser dada ao Fósforo (P) na nutrição do solo

Os solos brasileiros são antigos e sofreram muitas transformações no decorrer do tempo devido ao clima tropical em que se encontram. Esses solos tendem a ser mais ácidos e apresentarem uma baixa fertilidade, o que traz ao produtor rural a necessidade da construção da fertilidade de seu solo. Nesse contexto, o fósforo (P) é um nutriente que necessita de atenção especial.

Devido à alta acidez do meio, na maioria das vezes, o P se encontra fixado no solo, resultando em uma menor disponibilidade desse nutriente para a absorção pelas plantas. Em outras palavras: os solos brasileiros no geral são deficientes em fósforo, o que limita a produção agrícola.

Essa limitação ocorre pois o P desempenha funções muito importantes no metabolismo das plantas, como a geração de energia (e por isso está relacionado a todos os processos que envolvem gasto energético), produção de proteínas, estrutura do material genético, dentre outras, que evidenciam seu papel como macronutriente.

Por isso, a adubação fosfatada é uma grande aliada do produtor, seja qual for a cultura. A fosfatagem, por exemplo, é uma prática corretiva realizada em pré-plantio que visa a aplicação de altas doses de fertilizantes fosfatados para que uma maior concentração de P fique disponível na solução do solo, melhorando a nutrição das lavouras.

Para a correção do teor de P no solo, a análise química é muito importante, pois ela que apontará quanto de P o solo possui e o quanto ele ainda necessita para alcançar uma fertilidade adequada. Sendo assim, a interpretação da análise de solo é a principal ferramenta na tomada de decisão do produtor rural em relação a adubação fosfatada, o que interfere diretamente na aquisição e aplicação de fertilizantes, e principalmente nomanejo da área da propriedade rural.

Com a plataforma InCeres a análise dos dados de fertilidade estão ao alcance do produtor: Com a inserção da análise de solo na plataforma é feita a interpretação dos teores de P na área, dando suporte ao produtor para que ele realize o manejo mais adequado para as necessidades de seu solo, possibilitando uma boa nutrição das plantas e o alcance das produtividades esperadas, na medida  certa sem exagero ou deficiência.

Tratos culturais em cana-soca, como o uso de dados pode levar ao aumento da produtividade e da lucratividade.

É muito importante fazer o ajuste correto da nutrição para que a planta se desenvolva e, por conseqüência, fique bem nutrida e entregue ao agricultor o que se espera: produtividade.

No caso da cana-soca a adubação para a próxima safra é realizada logo após a colheita. Nesse momento (em alguma situações) são feitas algumas operações de correção do solo como calagem e gessagem (reposição de Cálcio, Magnésio e Enxofre, correção da acidez do solo e redução da atividade do alumínio em profundidade), atividades que buscam restabelecer o potencial produtivo do solo. Existem também nutrientes, como o nitrogênio e o potássio, que não se acumulam no solo e por isso a cada ciclo devem ser repostos de acordo com a expectativa de produtividade.

A reposição de nutrientes é fundamental já que quanto mais se é produzido, mais se é retirado e, portanto, mais se torna necessário colocar de volta. Essa é uma conta de equilíbrio. E ao elevar os níveis nutricionais do solo haverá uma maior capacidade desse solo sustentar uma expectativa de alta produção.
Aqui existe uma questão fundamental: se for colocado de volta no solo mais nutriente do que o que foi extraído, estaremos jogando dinheiro fora por não haver necessidade de tamanha quantidade. Por outro lado, se for colocado menos nutriente do que o necessário, estaremos sacrificando a cultura, pois ela não terá condição suficiente para expressar todo o seu potencial produtivo, ou seja eu também perdemos dinheiro.

A recomendação para cana-soca é muito sensível, pois poderá haver perdas tanto se pender para um lado quanto para o outro, seja por estar limitando a produtividade, seja por estar gastando demais onde não é necessário.

Como fazer uma recomendação que não leve a prejuízos?

A InCeres tem soluções que utilizam imagem de satélite e oferecem dados que possibilitam identificar os locais no talhão onde há maior e menor produção de cana. Com essa identificação é possível fazer adubação e reposição de nutrientes com base exatamente no que será produzido e na reposição do que foi retirado.

Por meio de imagens de antes da colheita, é possível fazer um mapeamento e verificar a situação de uma cana-soca. Pode-se identificar áreas onde a planta extrai os nutrientes de maneira diferente dentro do mesmo talhão. Em áreas mais produtivas a planta está extraindo mais e em áreas menos produtivas, a planta está extraindo menos.

Desta forma é possível recomendar a colocação de nutrientes de forma diferente dentro do mesmo talhão.

Além disso, com a imagem de satélite, mais o conhecimento da área e da quantidade produzida nos anos anteriores, é possível criar um mapa de produtividade estimada, ou seja, pode-se fazer uma estimativa de quanta cana será produzida na próxima safra.

Um exemplo para ilustrar:

Se for esperada uma colheita de 120 a 127 toneladas por hectare, é necessário que se coloque nutrientes em quantidade suficiente para ter possibilidade de alcançar essa produtividade. Então, por meio das imagens de satélite pode-se identificar as manchas na plantação e saber onde existe a necessidade de se investir mais ou menos.

Com esse tipo de estratégia é possível sustentar uma produtividade que pode chegar a ser 70% maior do que a média da produtividade sem seu uso. Além disso, sem esse tipo de abordagem é mais difícil sustentar altas taxas de produtividade.

Ainda a partir do mapa de produtividade, pode-se calcular a necessidade de nitrogênio em taxa variada, usando de 70% da dose em primeira aplicação e 30% da dose recomendada em uma segunda aplicação o mais tarde possível, porém, ainda enquanto as máquinas podem entrar no talhão sem quebrar a cana. O potássio pode seguir a mesma estratégia, prestando atenção também nos teores de argila do solo.

Precisa de ajuda para as recomendações? Além das soluções específicas para cada necessidade, a InCeres ainda tem uma biblioteca que conta com diversos materiais e artigos para orientação de recomendação e estratégia para cana- soca.

Com a estratégia correta, é possível ficar muito mais perto de alcançar altas taxas de produtividade sem desperdício de recursos.

InCeres escolhida pela OCP Group, para o Intensive Connection da AgTech Garage!

InCeres conquista mais um lugar de destaque

InCeres é selecionada para fazer parte do Intensive Connection. Estavam na disputa vinte startups e somente duas foram escolhidas.
A InCeres foi selecionada para participar do programa de aceleração Intensive Connection que investe no apoio à startups promissoras. Lançado no Brasil há um ano, trata-se de uma iniciativa do Grupo OCP para construção de soluções inovadoras que moldarão o futuro da agricultura.

Das vinte participantes, apenas duas foram selecionadas e, segundo o site do Grupo OCP, a InCeres é uma das escolhidas por ser uma plataforma agrícola digital capaz de coletar, processar e armazenar dados agrícolas, com ênfase na fertilidade e nutrição de plantas.
O programa de aceleração tem como alvo as soluções mais inovadoras, focadas em tecnologias de fertilidade do solo, nutrição de plantas e geração de informações qualificadas para desenvolver as soluções de fertilização do futuro.
O programa de aceleração, que se estende por mais de quatro meses, realiza discussões estreitas entre a OCP e os empreendedores selecionados, que se beneficiam de sessões regulares de orientação com especialistas do Grupo, além de terem à disposição recursos de seu ecossistema em várias unidades e em fazendas experimentais.
“Participar de um programa tão importante e significativo como este, com toda certeza será de grande valor para os nossos clientes e para toda a equipe da InCeres” comemora Leonardo Menegatti, CEO da InCeres.
Nesta edição, a seleção das participantes e a deliberação foram realizadas on-line por meio de ferramentas de videoconferência que reuniram colaboradores do Grupo OCP no Brasil, Marrocos e Estados Unidos.

Sobre o Grupo OCP

O Grupo OCP, com sede no Marrocos, é um dos maiores produtores de fertilizantes do mundo e líder global de produtos fosfatados. Atua no mercado internacional desde a sua criação, em 1920 e está presente nos 5 continentes.
A OCP é o maior fornecedor de fósforo do Brasil, com 40% de participação nas importações brasileiras. Está no País desde 2010 e tem filiais no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia, além de dois escritórios na capital paulista.
Para saber mais acesse (https://www.ocpgroup.ma/pt-pt/brazil-two-agtech-garage-start-ups-supported-ocp)

Infográfico: 7 passos para sua consultoria agrícola decolar!

Abril é um mês recheado de lançamentos da InCeres produzidos especialmente para os consultores agrícolas! E para iniciar os trabalhos em grande estilo, produzimos um infográfico especial, indo ao encontro de quem busca – assim como nós da InCeres – aplicar inovação e criar novas soluções na sua área de atuação.
Selecionamos, de maneira prática, educativa e descontraída, um infográfico com 7 pontos que podem se transformar em diferenciais na sua consultoria agrícola, agregando valor ao serviço prestado e, mais do que isso, entregando mais eficiência e produtividade, para o produtor rural no campo e também para você como empreendedor em busca do sucesso.
O infográfico é só um “esquenta”, uma prévia para o grande lançamento da InCeres para o mês de abril: um guia completo sobre como fazer a sua consultoria decolar, em formato de e-book totalmente gratuito! Enquanto terminamos de preparar o conteúdo do e-book, aproveite para clicar no botão abaixo e fazer o download da versão completa do infográfico para que, desde já, você comece a repensar suas ações e colher os frutos do sucesso da sua consultoria.
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Insumos: Conhecer o solo é o caminho para economia no uso e lucratividade no campo

É hora de saber como o uso consciente e otimizado dos insumos pode impactar a lucratividade da sua fazenda positivamente

Não é por acaso que é cada vez maior o coro que defende a seguinte tese: em breve, toda a agricultura brasileira será de precisão.
É uma necessidade tangível e sensível ao cotidiano de quem vive do campo, independente se é um consultor agrícola, pequeno produtor ou diretor de uma grande usina.
Otimizar os processos, tornar a cadeia produtiva mais eficiente, diminuir os custos e aumentar a lucratividade. Tudo isso é possível seguindo a trilha que a agricultura de precisão está traçando no cenário agro brasileiro.
Um dos principais aspectos positivos da agricultura de precisão é a riqueza de detalhes permitida por ela no conhecimento do solo, suas características e necessidades.
Isso reflete no bolso e na produtividade, é claro. E isso fica claro na hora de investir nos insumos, e é hora de entender a razão disso. Fique atento, abra seus horizontes e potencialize ao máximo a sua produção.

Adeus ao tradicional

Quando se entra no universo da agricultura de precisão, é hora de quebrar paradigmas e deixar as relações com a agricultura tradicional no passado.
A AP é pautada estritamente no uso da tecnologia em benefício do campo e do produtor, unindo conceitos como imagens de satélite, geoestatística e interpolação de dados. Isso tudo soa muito complexo? Talvez sim, talvez não.
A verdade é que a nova geração dos softwares para agricultura de precisão une estes e outros preceitos técnicos em prol do produtor, de maneira simples, intuitiva e de fácil manuseio.
Um bom exemplo disso é o método da geração da grade amostral da plataforma InCeres, por exemplo. Com base na geoestatística, ela define pontos específicos para coleta do solo, diminuindo a quantidade deles mas sem perder a eficiência, pois aumenta a eficácia dos resultados coletados.
Isso resulta em um panorama geral sobre o solo de toda a propriedade. Reunidos todos estes dados, são gerados os mapas de recomendação, que mostram em todos os detalhes as necessidades de cada talhão da propriedade.
Isso permite um entendimento extremamente preciso sobre as necessidades nutritivas do solo, bem como indica as correções específicas que cada parte necessita.
Este é o foco principal: entender que o solo não é uniforme, que suas necessidades não são iguais em toda a sua extensão e que, é claro, elas não podem ser corrigidas da mesma maneira

Correção com precisão

Compreendidas as necessidades nutricionais do solo, indicadas quais as correções que são necessárias para otimizar a produção, é hora de colocar a mão na massa.
Este é o momento onde o investimento financeiro começa a se tornar consciente. A plataforma indica, literalmente com precisão, as correções necessárias em cada talhão do terreno.
Isso elimina o antigo processo de uniformizar, por exemplo, a aplicação de adubo em todo terreno, com a mesma quantidade em toda sua extensão, ou a correção dos nutrientes do solo, equalizando os níveis sem distinção.
A realidade agora é outra: você tem o poder nas mãos para saber aonde é necessário um investimento maior em adubação, aonde isso não é prioridade, qual parte merece maior atenção para correção da nutrição e como será feito este processo.
E o benefício vai muito além disso. O entendimento sobre as características do solo permite que você conheça o máximo potencial que pode extrair dele, conseguindo então conviver com todos as áreas produzindo ao seu máximo.
É hora de dar adeus ao gasto desnecessário com insumos nos talhões mais produtivos da área e concentrar o foco nas partes com maior deficiência, corrigindo-as e otimizando sua qualidade.
O resultado: a área completa em harmonia, bem nutrida e potencializada para produzir ao máximo!

Potencializando a produção

O solo já foi coletado, analisado, os resultados obtidos e as correções feitas. E agora?
E hora de esperar o resultado dar as caras visualmente e marcar mais um ponto a favor da agricultura de precisão.
A diferença é nitidamente visível: com a correção otimizada pela agricultura de precisão e a aplicação de insumos e corretivos na medida certa, a lavoura vai produzir mais e com todas as suas partes produzindo o máximo que sua nutrição permite.
Todos as partes do solo foram tratados de maneira individual, respeitando suas necessidades e as corrigindo, portanto estão equalizados e aptos para produzir paralelamente cada vez mais.
Toda a cadeia produtiva foi reorganizada e otimizada, os problemas detectados e tratados e a esperança é grande de chegar aos números finais de produtividade…

Produtividade em alta…

insumos agrícolasChegamos à “prova dos 9” de todo este processo de otimização no uso de insumos. Passado todo este processo, seguidas à risca todas as etapas anteriores, a quantidade final, a produtividade da lavoura realmente aumenta?
A resposta é: sim.
Nada mais do que um sim é esperado após este processo, já que tudo o que foi planejado no processo de implementação da agricultura de precisão no campo foi efetivado.
É nessa hora que todo o esforço para se colocar o projeto em prática se faz viável, pois os números finais da produção da cultura crescerão com relação à safra anterior, já que as necessidades do solo foram compreendidas, corrigidas nos locais certos e a produção pode ser otimizada ao máximo que as áreas permitem.
O crescimento da plantação prova que os preceitos básicos da agricultura de precisão – detecção das individualidades e necessidades de cada parte do solo, bem como conviver com os diferentes potenciais do solo – são efetivos na aplicação dos insumos.
E é uma conta básica e que deixa o consultor, produtor ou gestor da usina muito feliz: conhecimento sobre o solo gera o investimento correto em insumos, sem desperdícios, que gera economia no bolso logo no início do processo.
Economia no princípio, lucratividade no final: com o solo tratado e corrigido de acordo com sua variabilidade, cada pedacinho de chão produz em seu potencial máximo e aumenta a produtividade final da lavoura.

… desperdício em queda!

insumos agrícolasMuito bem, a lavoura produziu mais, o investimento se provou satisfatório e a produtividade da lavoura aumentou. É hora do responsável pelo processo olhar para trás e entender o porquê isso ocorreu.
Não há segredo, muito menos enrolação. A mais pura verdade é que isso tudo serviu para a agricultura de precisão mostrar o seu real valor ao lado do produtor, independente da cultura ou tamanho da propriedade.
A tecnologia que permitiu entender, com ajuda da nova geração dos softwares para agricultura de precisão, quais as características do solo em diferentes talhões, suas deficiências e maneira certa de combate-las, é o que permitiu este benefício para quem produz.
Uma determinada área precisa de uma correção de nutrientes X, e esta de uma ação Y… Este lado carece de maior atenção à adubação e este não. Isso “liberta” o processo e desmistifica o conceito de que o solo é totalmente igual.
A agricultura de precisão permite conhecer e conviver com as variabilidades do solo, explorando estes diferentes panoramas da melhor maneira possível e otimizando a produção final. É o gerenciamento das diferenças, ao pé da letra.
Essa liberdade permite uma precisão na hora de adquirir os insumos e aplica-los à cultura, reduzindo custos, aumentando a rentabilidade do investimento e potencializando ao máximo a produção.

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Guia rápido: Tudo o que você precisa saber sobre os mapas de produtividade

Conheça o passo-a-passo da criação dos mapas de produtividade e sua importância dentro da Agricultura de Precisão.

Como você já sabe a agricultura de precisão (ou AP) é a união de vários conceitos e métodos que unem agricultura e tecnologia para conhecer melhor o solo, otimizar a colheita e gerar economia no tempo e no bolso do produtor.
Pode chamar de ponto de partida, porta de entrada, marco zero… O consenso é que o primeiro passo para colocar a agricultura de precisão em prática com sucesso é entender a variabilidade existente na lavoura.
Nada melhor do que compreender um dos mapas que mostram essas variáveis, não é? Então é hora de ficar atento e conhecer mais sobre como são gerados os mapas de produtividade e a sua real importância dentro da agricultura de precisão.
Ah, e fica a dica de um conteúdo bacana: a InCeres produziu alguns webinars sobre o uso de mapas de produtividade em diferentes culturas. Confira lá o conteúdo extra que vai te auxiliar na compreensão ao longo deste artigo.

Conceituando

Vamos começar “pelo começo”. É importante entender que existem três diferentes nomes para o mesmo conceito de mapa informativo obtido ao fim da colheita.
Mapas de colheita, rendimento e produtividade: todas as três alternativas são obtidas na mesma etapa do processo (pós-colheita), mas cada um tem suas peculiaridades e funções.
No final das contas, o termo “mapa de produtividade” é o que engloba todas as características principais de cada um deles, gerando assim uma informação mais completa e efetiva.
A principal razão disso é porque os mapas de produtividade expressam a resposta da cultura ao manejo, dando margem para percepção e entendimento das variabilidades que surgem ao longo do processo.
E como bem sabemos, quanto mais variabilidades detectadas, mais efetiva é a aplicação da agricultura de precisão e melhores os resultados.

Mas qual é a função deles?

Os mapas de produtividade surgem para o agricultor que quer se distanciar da agricultura tradicional (AT) e migrar para a agricultura de precisão.
Isso porque na AT, a mensuração de quanto uma lavoura pode produzir é baseada simplesmente em estimativas de médias de produção.
Isso não é aplicado quando o assunto é agricultura de precisão, já que a ideia principal desse tipo de agricultura é a gestão localizada, com base não em estimativas, mas dados concretos coletados do solo, produção, geoestatística, etc.
Quatro aspectos principais englobam o uso dos mapas de produtividade: a variabilidade da lavoura, a compreensão das relações de causa e efeito, a reposição de nutrientes e a delimitação de áreas com contraste marcante – onde é necessária uma conduta diferenciada de ação.
Hora então de compreender a ação de cada um desses aspectos e sua relação com os mapas de produtividade.

Entendendo a produtividade

Passada a fase teórica sobre os mapas de produtividade, é hora de entender como é feita a coleta e interpretação dos dados com base na agricultura de precisão.
Mensurar ou estimar o quanto a sua lavoura vai produzir é um modo de obter dados de produtividade sólidos e melhorar a aplicação de insumos nas áreas onde se faz necessária a intervenção.
Melhor do que se basear em mensurações ou estimativas é se basear em dados específicos, com peso e relevância. Essa coleta de dados pode ser configurada nas premissas da agricultura de precisão aplicada às colhedeiras, por exemplo.
É uma relação de coletar os dados neste ciclo para consertar os problemas para o próximo ciclo produtivo. Mas fique tranquilo, vamos explicar um pouco mais sobre isso mais para frente.
Gerenciar o solo e sua nutrição de maneira independente, respeitando cada uma das particularidades dos setores do terreno é essencial para que a produção seja igual na lavoura toda.
Um exemplo de fácil entendimento é a questão da adubação. Com análise do ciclo anterior feita para apontar onde se produziu mais ou menos é possível acertar o nível de adubo aplicado nos talhões, equalizando a produtividade dos mesmos.
Mas não é somente ter em mãos os dados da produção que é o necessário para tornar ela mais eficiente ou compreender qual setor do terreno produziu mais ou menos. É preciso entender qual a razão para isso ocorrer.

Como coletar os dados?

A união de agricultura e tecnologia facilita a coleta e intepretação dos dados gerando um dossiê completo sobre a produtividade do solo analisado.
Para a produção de um mapa de produtividade efetivo, é necessário tecnologia à altura para alimentar o banco de dados. Essas informações são coletadas por meio de sensores instalados no elevador da colhedora.
Esses sensores permitem que o produtor meça com grande precisão – desde que tenha a configuração correta da colheitadeira para extração destes dados – o quanto cada zona analisada do terreno está produzindo. Ou seja, são as informações básicas que, quando juntas, geram o mapa de produtividade.
Com o mapeamento das zonas de produção feito é possível observar os resultados da colheita visualmente. Com os dados em mãos, é hora de alimentar o software para agricultura de precisão para gerar os mapas.
A compreensão das deficiências da produtividade e de onde estão localizadas, é hora do agricultor unir forças e trabalhar lado-a-lado com o seu agrônomo, traçando as estratégias de manejo do solo para o próximo ciclo produtivo.

Filtragem dos dados

Um banco tão rico de dados sobre o solo e a produtividade é uma ótima ferramenta de trabalho, não é mesmo?
Mas é preciso estar atento! Antes de colocar em prática a intepretação dos dados coletados para a geração dos mapas de produtividade, é necessário passar as informações por uma filtragem.
Um mapa sem filtragem pode não gerar os resultados que realmente são importantes para otimizar a produção.
Por exemplo, se elegermos intervalos de produtividade sem muito critério é possível que informações importantes sejam escondidas e decisões erradas sejam tomadas.
Dessa maneira é possível conquistar mais resultados positivos na sua lavoura e colocar em prática com perfeição os preceitos da agricultura de precisão.

Complemento essencial

Além de ser uma fonte rica de informações, os mapas de produtividade ainda vão além e se somam a outros índices coletados pela agricultura de precisão que tornam a base de conhecimento mais rica ainda.
Um dos preceitos da agricultura de precisão é entender também a variabilidade do solo captando o máximo de informações possíveis sobre ele e a sua nutrição natural.
Essa coleta de dados mostra, tal como a variabilidade da produtividade, os níveis de nutrição nos diferentes espaços do terreno, para adaptar os locais pobres em nutrientes aos níveis dos talhões mais produtivos.
A intepretação desses níveis e aplicação das correções se unem às informações sobre produtividade e o resultado é um upgrade na geração do mapa de produtividade, que se torna mais seguro e completo.

Como a AP pode me ajudar?

Tudo está escrito, conceituado, sugerido… Mas de que maneira a agricultura de precisão está ligada aos mapas de produtividade da minha colheita?
Bom, ela está ligada simplesmente a todo o processo, do início ao fim.
Só para recapitular:
– É com base nos conceitos da agricultura de precisão que é possível coletar as informações do ciclo anterior, estuda-las e detectar as falhas nas diferentes partes do terreno;
– O software de agricultura de precisão é quem programa e orienta o maquinário para coletar as amostras de solo nos diferentes pontos do terreno, com profundidades específicas e dados pré-programados;
– A plataforma também é responsável pela análise dos dados do elevador da colhedora, gerando os dados de produtividade na hora da colheita;
– Com a compreensão dos dois tipos de variabilidade (do solo e da colheita), o sistema de AP é alimentado com as informações e gera o mapa de produtividade completo;
– Mapa gerado, informações coletadas e compreendidas, é hora de partir para ação e otimizar o próximo ciclo da lavoura.
Engana-se quem pensa que as vantagens de se aplicar a tecnologia no campo param por aí. Estamos vivendo tempos de mudança com relação aos softwares para agricultura de precisão.
A nova geração dessas plataformas vem para coroar uma nova visão sobre a agricultura de precisão, onde a gestão do tempo é cada vez mais crucial e efetiva no resultado da produção.

Ganhando tempo e dinheiro

Nuvem, para o homem do campo, era somente sinal positivo de que o campo ia receber uma bem-vinda chuva para ajudar no crescimento da produção. Mas hoje o termo significa bem mais que isso.
A nuvem tecnológica é tão boa quanto à da meteorologia. O cloud computing é a principal funcionalidade dos novos softwares para agricultura de precisão, dando mais liberdade e segurança ao usuário.
Aplicar esse conceito nos mapas de produtividade é um ótimo exemplo. Como citado anteriormente neste artigo, os mapas de produtividade exigem muitos dados coletados e filtrados para que ele possa ser efetivo quando aplicadas as correções.
A tecnologia em nuvem permite ao usuário programar com mais rapidez as informações que serão coletadas. Além disso, no momento da interpretação dessas informações é que a nuvem mostra a que veio.
Pode esquecer a geração anterior dos softwares para agricultura de precisão, criada só para uso em desktop e com um processo de interpretação dos dados lento e não muito confiável.
O futuro da área de agricultura de precisão é a liberdade de o usuário utilizar a plataforma aonde estiver, utilizando a tecnologia mobile diretamente do campo se necessário.
Mais do que isso, os novos softwares permitem que ele alimente a ferramenta com as informações necessárias e em poucos segundos receba diferentes tipos de mapas informativos, que dão as indicações e recomendações que cada etapa do processo necessita.
Pode dar adeus às muitas horas necessárias para produzir estes mesmos resultados que você gastava na geração antiga dos softwares para AP.
Dê adeus também aos riscos do programa apresentar algum problema no meio do processo e ocorrer a perda dos dados convertidos. Está tudo cada vez mais rápido e seguro, da coleta aos resultados gerados pelo softwares.
Os softwares de agricultura de precisão baseados na tecnologia de nuvens são comprovadamente mais rápidos na coleta, armazenagem e interpretação de dados, além de muito seguros na privacidade dos resultados.

Aposte nos mapas!

A relação entre agricultores e os mapas de produtividade até existe, mas convenhamos que não seja muito difundida ou está cercada de muitos mitos e dúvidas.
O importante é você se informar e se conscientizar. Saber da importância de conhecer todos os detalhes e pormenores da sua lavoura, como sua produção está indo ao longo do ciclo, e quais os dados e informações são essenciais para serem coletados.
Com o “check-up” completo das análises de solo, das variações do mesmo e da capacidade produtiva de sua lavoura em mãos, é hora de se unir a um bom software de agricultura de precisão.

Quanto mais, melhor!

A verdade é uma só! A agricultura de precisão oferece uma gama enorme de dados a serem coletados, que te ajudam a compreender as necessidades do solo e produção, extraindo ao máximo o seu potencial na hora da colheita.
Então não se assuste com a quantidade de dados coletada, com a relação entre eles e de que maneira eles podem ser interpretados depois de colhidos.
Os mapas de produtividade são apenas uma pequena parte das maravilhas que a agricultura de precisão tem a oferecer. Por isso não se assuste com a quantidade de dados, funcionalidades e informações.
O melhor caminho é se render a tecnologia, compreender a fundo tudo o que os novos softwares de agricultura de precisão proporcionam na otimização da sua lavoura e quais funções combinam com suas necessidades.
Viu só a importância dos mapas de produtividade para a sua lavoura? Então é hora de mão na massa! Coloque as dicas em prática e comprove a eficácia dessa e outras ferramentas e funções que a agricultura de precisão te oferece!

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