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Analisar o solo de um local é essencial para que a fertilidade dele seja avaliada, uma vez que irá determinar a quantidade dos nutrientes presentes, assim como os elementos químicos que podem impedir um desenvolvimento eficaz da cultura. Essa análise se mostra um dos pontos mais importantes se o proprietário deseja investir em programas de correção e adubação desse solo.

As técnicas de amostragem devem ser aplicadas com eficiência, sendo o primeiro ponto, fazer subdivisões de um mesmo terreno, que serão alocadas em função de diferentes características de solo, como por exemplo: cores do solo, texturas, relevo, culturas, adubações, entre outros elementos. É importante lembrar que, se necessário, podem ser adicionadas subdivisões dentro dessas divisões, desde que seu tamanho não seja maior do que 10 hectares. As amostras devem ser recolhidas algum tempo antes do plantio, podendo ser feitas nas estações de seca. No que diz respeito às culturas perenes, deve-se fazer a amostragem 2 meses depois da última adubação.

Há dois tipos de amostras de solo: a simples e a composta. A amostra simples será coletada de um pequeno pedaço da terra homogênea, que será retirada aleatoriamente. Por esse motivo, não é recomendada para fins de análise de fertilidade, sendo efetiva nos casos de classificação do solo. A amostra composta é realizada a partir da reunião de diversas subamostras, que são colhidas aleatoriamente dentro de um determinado terreno e depois são misturadas. Para que a amostra composta seja realizada com precisão, devem ser coletadas de 8 a 10 subamostras que serão enviadas para o laboratório.

A coleta é feita em pontos aleatórios, porém caminhando em zigue-zague, dessa forma pode-se certificar que a maior parte possível do solo será coletada. Feito isso, cada uma das subamostras deve ser colocada em um recipiente limpo e misturadas, sendo coletado, após esse procedimento, meio quilo da mistura obtida, que será posta em um saco plástico devidamente identificado. A amostra composta irá representar a parte do solo de onde foram coletadas as subamostras.

É preciso garantir a coleta de amostras em locais distantes de casas, brejos, formigueiros, caminhos, etc., evitando assim a alteração dos resultados. As ferramentas mais utilizadas para a coleta de amostras do solo são: trado de rosca, trado holandês, trado tubular e trado de caneca. Elas devem ser coletadas em uma profundidade de cerca de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm.

Na agricultura tradicional, a amostragem do solo é extremamente importante para avaliar sua fertilidade e manejar o solo de forma econômica. Com esse tipo de abordagem, é possível manejar calcário, gesso, fósforo, potássio, micronutrientes e todos os outros insumos que são direcionados ao solo. A dose certa de cada um deles é fundamental para obter altas produtividades. Quando percebemos que as necessidades de cada um deles são diferentes em cada lugar, está na hora de avançar para a agricultura de precisão e fazer a  amostragem georreferenciada em grade.