A atenção especial que deve ser dada ao Fósforo (P) na nutrição do solo

Os solos brasileiros são antigos e sofreram muitas transformações no decorrer do tempo devido ao clima tropical em que se encontram. Esses solos tendem a ser mais ácidos e apresentarem uma baixa fertilidade, o que traz ao produtor rural a necessidade da construção da fertilidade de seu solo. Nesse contexto, o fósforo (P) é um nutriente que necessita de atenção especial.

Devido à alta acidez do meio, na maioria das vezes, o P se encontra fixado no solo, resultando em uma menor disponibilidade desse nutriente para a absorção pelas plantas. Em outras palavras: os solos brasileiros no geral são deficientes em fósforo, o que limita a produção agrícola.

Essa limitação ocorre pois o P desempenha funções muito importantes no metabolismo das plantas, como a geração de energia (e por isso está relacionado a todos os processos que envolvem gasto energético), produção de proteínas, estrutura do material genético, dentre outras, que evidenciam seu papel como macronutriente.

Por isso, a adubação fosfatada é uma grande aliada do produtor, seja qual for a cultura. A fosfatagem, por exemplo, é uma prática corretiva realizada em pré-plantio que visa a aplicação de altas doses de fertilizantes fosfatados para que uma maior concentração de P fique disponível na solução do solo, melhorando a nutrição das lavouras.

Para a correção do teor de P no solo, a análise química é muito importante, pois ela que apontará quanto de P o solo possui e o quanto ele ainda necessita para alcançar uma fertilidade adequada. Sendo assim, a interpretação da análise de solo é a principal ferramenta na tomada de decisão do produtor rural em relação a adubação fosfatada, o que interfere diretamente na aquisição e aplicação de fertilizantes, e principalmente nomanejo da área da propriedade rural.

Com a plataforma InCeres a análise dos dados de fertilidade estão ao alcance do produtor: Com a inserção da análise de solo na plataforma é feita a interpretação dos teores de P na área, dando suporte ao produtor para que ele realize o manejo mais adequado para as necessidades de seu solo, possibilitando uma boa nutrição das plantas e o alcance das produtividades esperadas, na medida  certa sem exagero ou deficiência.

Coleta de amostragem de solo e produtividade

A amostragem é a quantidade de solo que o agricultor envia ao laboratório onde deve ser feita a análise e é necessário que ela seja capaz de representar a quantidade de elementos presentes na gleba inteira de terra. Por isso é preciso cuidado com os procedimentos da coleta para garantir uma margem mínima de erro.

Isso implica também que os materiais utilizados para retirar a amostra devam ser adequados à prática. Limpar e esterilizar os materiais antes de utilizá-los é importante para evitar contaminação das amostras coletadas.

Antes de realizar o plantio de qualquer cultura é importante conhecer as capacidades nutritivas do solo. A quantidade de elementos presentes na terra determinará a produtividade da plantação e a qualidade do produto, o que torna a análise do solo extremamente significativa para a produção agrícola.

Vantagens da coleta e análise do solo

O agricultor precisa enriquecer o solo com nutrientes que auxiliem no desenvolvimento da plantação, entretanto, jogar adubo ou fertilizantes químicos aleatoriamente na terra raramente será suficiente para suprir as necessidades das plantas, por isso é importante descobrir primeiro o que está faltando exatamente. A prática de adubar a terra sem conhecer suas carências pode até envenenar a plantação por excesso de vitaminas, prejudicando a cultura.

Nutrientes em excesso, como o nitrogênio, fazem com que algumas plantas fiquem mais propensas a pragas ou que haja diminuição da produtividade, caso bastante comum em plantas frutíferas. Por isso, realizar a coleta e análise de amostras é importante para evitar o desperdício de fertilizantes e também garantir uma maior produtividade na plantação.

Utilizar corretamente as técnicas de coleta e análise de amostragem aumenta a produtividade e, consequentemente, a lucratividade do agricultor. Plantas que estão num solo com a exata quantidade de nutrientes produzem muito mais. Também é possível minimizar o gasto com inseticidas ou agrotóxicos já que elas se tornam mais resistentes a pragas, garantindo também, a economia no processo de enriquecimento do solo.

Com a implementação de um software de manejo de agricultura é possível acompanhar o controle da plantação, otimizar a gestão de tempo e aumentar a produtividade, garantindo também a redução de custos. A InCeres, especialista em software de manejo de agricultura, oferece o melhor em sistemas de gerenciamento agrícola. Entre no site e saiba mais http://www.inceres.com.br/.

Técnicas de amostragem de solo tradicional

Analisar o solo de um local é essencial para que a fertilidade dele seja avaliada, uma vez que irá determinar a quantidade dos nutrientes presentes, assim como os elementos químicos que podem impedir um desenvolvimento eficaz da cultura. Essa análise se mostra um dos pontos mais importantes se o proprietário deseja investir em programas de correção e adubação desse solo.

As técnicas de amostragem devem ser aplicadas com eficiência, sendo o primeiro ponto, fazer subdivisões de um mesmo terreno, que serão alocadas em função de diferentes características de solo, como por exemplo: cores do solo, texturas, relevo, culturas, adubações, entre outros elementos. É importante lembrar que, se necessário, podem ser adicionadas subdivisões dentro dessas divisões, desde que seu tamanho não seja maior do que 10 hectares. As amostras devem ser recolhidas algum tempo antes do plantio, podendo ser feitas nas estações de seca. No que diz respeito às culturas perenes, deve-se fazer a amostragem 2 meses depois da última adubação.

Há dois tipos de amostras de solo: a simples e a composta. A amostra simples será coletada de um pequeno pedaço da terra homogênea, que será retirada aleatoriamente. Por esse motivo, não é recomendada para fins de análise de fertilidade, sendo efetiva nos casos de classificação do solo. A amostra composta é realizada a partir da reunião de diversas subamostras, que são colhidas aleatoriamente dentro de um determinado terreno e depois são misturadas. Para que a amostra composta seja realizada com precisão, devem ser coletadas de 8 a 10 subamostras que serão enviadas para o laboratório.

A coleta é feita em pontos aleatórios, porém caminhando em zigue-zague, dessa forma pode-se certificar que a maior parte possível do solo será coletada. Feito isso, cada uma das subamostras deve ser colocada em um recipiente limpo e misturadas, sendo coletado, após esse procedimento, meio quilo da mistura obtida, que será posta em um saco plástico devidamente identificado. A amostra composta irá representar a parte do solo de onde foram coletadas as subamostras.

É preciso garantir a coleta de amostras em locais distantes de casas, brejos, formigueiros, caminhos, etc., evitando assim a alteração dos resultados. As ferramentas mais utilizadas para a coleta de amostras do solo são: trado de rosca, trado holandês, trado tubular e trado de caneca. Elas devem ser coletadas em uma profundidade de cerca de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm.

Na agricultura tradicional, a amostragem do solo é extremamente importante para avaliar sua fertilidade e manejar o solo de forma econômica. Com esse tipo de abordagem, é possível manejar calcário, gesso, fósforo, potássio, micronutrientes e todos os outros insumos que são direcionados ao solo. A dose certa de cada um deles é fundamental para obter altas produtividades. Quando percebemos que as necessidades de cada um deles são diferentes em cada lugar, está na hora de avançar para a agricultura de precisão e fazer a  amostragem georreferenciada em grade.