Geada: como usar os dados digitais para fazer a avaliação dos danos e traçar a melhor estratégia.

As geadas ocorridas no mês de julho de 2021 afetaram grande parte dos produtores da região centro-sul do país. Estas regiões já sofriam por fatores climáticos, pois enfrentaram neste ano uma seca prolongada que assolou as culturas e causou uma queda drástica nas produções.

A união da seca e, na sequência, duas grandes massas de ar polar com intensa geada trouxeram prejuízos bilionários para o campo (METSUL, 2021), pois as culturas já enfrentavam um longo estresse hídrico e não tiveram condições fisiológicas suficientes para enfrentar e reagir às geadas.

Os danos pela geada são causados pela ruptura das células dos tecidos que foram afetados, sendo que essa ruptura ocorre como consequência do congelamento do suco celular. Os danos variam conforme a intensidade da geada, as condições ambientais após a geada e o comportamento das variedades cultivadas.

A intensidade da geada depende do tempo que a temperatura permanece abaixo de zero. A partir daí, podemos ter injúrias simples, que vão desde uma simples queima de folha, até injúrias drásticas, que levam à morte da gema apical, das gemas laterais superiores e, até mesmo a morte de todas as gemas laterais (ASSOVALE, 2021).

Dentre todos os prejuízos causados aos mais diversos produtores e culturas podemos citar aqueles que produzem cana-de-açúcar, milho segunda safra, feijão, café e tantas outras. Estas culturas têm suas produções concentradas nas regiões afetadas pela geada e, por isso, o alto prejuízo em decorrência deste evento climático.

Tratando-se da produção de café, o Sul de Minas Gerais foi a região mais atingida pela geada no período citado, onde os prejuízos são descritos como os piores em 27 anos, desde a grande onda de frio de julho de 1994 (METSUL, 2021). A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) estima que até 30% da área total pode ter sofrido danos com a ocorrência da geada e destes, com 70% da cultura toda queimada.

“São danos que podem comprometer não apenas a safra do próximo ano mas, como muitas lavouras eram novas, também podem influenciar as produções de 2023 e 2024”, avaliou a o pesquisador da Epamig César Botelho.

As imagens abaixo ilustram parte dos danos causados a esta lavoura.

Na cana-de-açúcar, assim como no café, os danos também variam conforme as condições climáticas locais e cultivares utilizadas. Tem-se que para esta cultura, o estado de São Paulo produza sozinho próximo de 60% de toda a cana-de-açúcar e etanol do país (CANA NOVA, 2018).

Apesar de benéfico para a economia paulista, esta concentração da produção causou grande prejuízo ao setor, pois, o estado foi quase que totalmente acometido pelas geadas deste ano afetando fortemente sua produção. O mapa abaixo representa uma estimativa das temperaturas mínimas em São Paulo no fim do mês de julho de 2021.

É possível observar que quase todo o estado sofreu com temperaturas inferiores a 6°C, excluindo apenas algumas áreas isoladas. Esta situação contribuiu para a formação de geadas que afetaram fortemente as lavouras.

Os agricultores sabem que os prejuízos deixados são imensos, mas como mensurá-los para identificar as áreas mais afetadas?

Uma das opções é por meio das análises de índices vegetativos, como RGB e NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada), ferramentas que a InCeres disponibiliza para seus clientes.

Um meio prático de entender os resultados do índice RGB é por meio da correlação com as cores obtidas após processamento, sendo que, quanto mais verde, maior formação de biomassa e quanto mais vermelho, maior a  interferência do solo, ou seja, baixo desenvolvimento vegetativo.

Apresentamos um caso onde foi possível realizar um levantamento dos danos causados pelas últimas geadas numa área de cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

A figura abaixo representa o índice RGB desta área calculado no dia 21 de fevereiro de 2021, ou seja, em pleno desenvolvimento vegetativo e antes da ocorrência das geadas. Na imagem é possível observar bom desenvolvimento da cultura, pois a área está com alta proporção de verde.

Nesta mesma área foi realizado o processamento do mesmo índice RGB com dados de 16 de julho de 2021, ou seja, logo após o acontecimento das geadas no local, o resultado obtido é apresentado abaixo.

É possível observar o quão devastadora foi a geada para a cana-de-açúcar neste talhão. Todo o índice que era verde passa a ser identificado com tons de roxo, o que indica a morte do meristema apical e, consequente, morte da cultura.

Outro dado passível de ser analisado, como já citado, é o NDVI. De maneira prática, o NDVI  mede a quantidade de reflectância das folhas portanto, quanto mais verde a folha, maior sua reflectância e, através disso, é possível analisar alguns parâmetros como nutrição de plantas (em especial pra o Nitrogênio), sanidade de plantas, déficits hídricos, entre outros.

Na mesma área apresentada anteriormente, foi realizado o processamento deste índice nas duas datas citadas, 21de fevereiro de 2021 e 16 de julho de 2021, respectivamente. Os resultados obtidos são apresentados nas figuras abaixo:

Figura 1
Figura 2

Atentando-se aos resultados da legenda, observamos na figura 1 que a área apresentava um índice NDVI médio de 69,75 antes da geada e esse valor cai a 19,48 na figura 2, que representa a área após a geada. Esta queda drástica reflete a morte das partes verdes da cultura e a grande devastação no local.

Estes resultados comprovam o grande prejuízo causado à lavoura e essas informações devem ser levadas em conta no momento da tomada de decisão. Nesse caso é possível dizer que não há alternativa, a não ser realizar a colheita imediata no canavial.

Com as soluções da InCeres você tem acesso a ferramentas que podem ajudá-lo a tomar decisões estratégicas para sua lavoura, mesmo em circunstâncias extremas ou desfavoráveis.

Tratos culturais em cana-soca, como o uso de dados pode levar ao aumento da produtividade e da lucratividade.

É muito importante fazer o ajuste correto da nutrição para que a planta se desenvolva e, por conseqüência, fique bem nutrida e entregue ao agricultor o que se espera: produtividade.

No caso da cana-soca a adubação para a próxima safra é realizada logo após a colheita. Nesse momento (em alguma situações) são feitas algumas operações de correção do solo como calagem e gessagem (reposição de Cálcio, Magnésio e Enxofre, correção da acidez do solo e redução da atividade do alumínio em profundidade), atividades que buscam restabelecer o potencial produtivo do solo. Existem também nutrientes, como o nitrogênio e o potássio, que não se acumulam no solo e por isso a cada ciclo devem ser repostos de acordo com a expectativa de produtividade.

A reposição de nutrientes é fundamental já que quanto mais se é produzido, mais se é retirado e, portanto, mais se torna necessário colocar de volta. Essa é uma conta de equilíbrio. E ao elevar os níveis nutricionais do solo haverá uma maior capacidade desse solo sustentar uma expectativa de alta produção.
Aqui existe uma questão fundamental: se for colocado de volta no solo mais nutriente do que o que foi extraído, estaremos jogando dinheiro fora por não haver necessidade de tamanha quantidade. Por outro lado, se for colocado menos nutriente do que o necessário, estaremos sacrificando a cultura, pois ela não terá condição suficiente para expressar todo o seu potencial produtivo, ou seja eu também perdemos dinheiro.

A recomendação para cana-soca é muito sensível, pois poderá haver perdas tanto se pender para um lado quanto para o outro, seja por estar limitando a produtividade, seja por estar gastando demais onde não é necessário.

Como fazer uma recomendação que não leve a prejuízos?

A InCeres tem soluções que utilizam imagem de satélite e oferecem dados que possibilitam identificar os locais no talhão onde há maior e menor produção de cana. Com essa identificação é possível fazer adubação e reposição de nutrientes com base exatamente no que será produzido e na reposição do que foi retirado.

Por meio de imagens de antes da colheita, é possível fazer um mapeamento e verificar a situação de uma cana-soca. Pode-se identificar áreas onde a planta extrai os nutrientes de maneira diferente dentro do mesmo talhão. Em áreas mais produtivas a planta está extraindo mais e em áreas menos produtivas, a planta está extraindo menos.

Desta forma é possível recomendar a colocação de nutrientes de forma diferente dentro do mesmo talhão.

Além disso, com a imagem de satélite, mais o conhecimento da área e da quantidade produzida nos anos anteriores, é possível criar um mapa de produtividade estimada, ou seja, pode-se fazer uma estimativa de quanta cana será produzida na próxima safra.

Um exemplo para ilustrar:

Se for esperada uma colheita de 120 a 127 toneladas por hectare, é necessário que se coloque nutrientes em quantidade suficiente para ter possibilidade de alcançar essa produtividade. Então, por meio das imagens de satélite pode-se identificar as manchas na plantação e saber onde existe a necessidade de se investir mais ou menos.

Com esse tipo de estratégia é possível sustentar uma produtividade que pode chegar a ser 70% maior do que a média da produtividade sem seu uso. Além disso, sem esse tipo de abordagem é mais difícil sustentar altas taxas de produtividade.

Ainda a partir do mapa de produtividade, pode-se calcular a necessidade de nitrogênio em taxa variada, usando de 70% da dose em primeira aplicação e 30% da dose recomendada em uma segunda aplicação o mais tarde possível, porém, ainda enquanto as máquinas podem entrar no talhão sem quebrar a cana. O potássio pode seguir a mesma estratégia, prestando atenção também nos teores de argila do solo.

Precisa de ajuda para as recomendações? Além das soluções específicas para cada necessidade, a InCeres ainda tem uma biblioteca que conta com diversos materiais e artigos para orientação de recomendação e estratégia para cana- soca.

Com a estratégia correta, é possível ficar muito mais perto de alcançar altas taxas de produtividade sem desperdício de recursos.

InCeres escolhida pela OCP Group, para o Intensive Connection da AgTech Garage!

InCeres conquista mais um lugar de destaque

InCeres é selecionada para fazer parte do Intensive Connection. Estavam na disputa vinte startups e somente duas foram escolhidas.
A InCeres foi selecionada para participar do programa de aceleração Intensive Connection que investe no apoio à startups promissoras. Lançado no Brasil há um ano, trata-se de uma iniciativa do Grupo OCP para construção de soluções inovadoras que moldarão o futuro da agricultura.

Das vinte participantes, apenas duas foram selecionadas e, segundo o site do Grupo OCP, a InCeres é uma das escolhidas por ser uma plataforma agrícola digital capaz de coletar, processar e armazenar dados agrícolas, com ênfase na fertilidade e nutrição de plantas.
O programa de aceleração tem como alvo as soluções mais inovadoras, focadas em tecnologias de fertilidade do solo, nutrição de plantas e geração de informações qualificadas para desenvolver as soluções de fertilização do futuro.
O programa de aceleração, que se estende por mais de quatro meses, realiza discussões estreitas entre a OCP e os empreendedores selecionados, que se beneficiam de sessões regulares de orientação com especialistas do Grupo, além de terem à disposição recursos de seu ecossistema em várias unidades e em fazendas experimentais.
“Participar de um programa tão importante e significativo como este, com toda certeza será de grande valor para os nossos clientes e para toda a equipe da InCeres” comemora Leonardo Menegatti, CEO da InCeres.
Nesta edição, a seleção das participantes e a deliberação foram realizadas on-line por meio de ferramentas de videoconferência que reuniram colaboradores do Grupo OCP no Brasil, Marrocos e Estados Unidos.

Sobre o Grupo OCP

O Grupo OCP, com sede no Marrocos, é um dos maiores produtores de fertilizantes do mundo e líder global de produtos fosfatados. Atua no mercado internacional desde a sua criação, em 1920 e está presente nos 5 continentes.
A OCP é o maior fornecedor de fósforo do Brasil, com 40% de participação nas importações brasileiras. Está no País desde 2010 e tem filiais no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia, além de dois escritórios na capital paulista.
Para saber mais acesse (https://www.ocpgroup.ma/pt-pt/brazil-two-agtech-garage-start-ups-supported-ocp)

As vantagens do uso da tecnologia no Agronegócio

A tecnologia tem como finalidade agregar praticidade e facilitar a execução de tarefas, sobretudo na agricultura. Com as últimas transformações, por exemplo, novos sistemas de gerenciamento foram desenvolvidos, para lidar com a competitividade do setor. Atualmente, os produtores rurais, consultores agrícolas e diretores de companhias agro precisam se especializar e conhecer as novas demandas tecnológicas que atuam no agronegócio.

Neste sentido, a agricultura de precisão vem ganhando espaço no mercado, sendo considerado um sistema com o objetivo de reduzir os custos e aumentar a produtividade por meio de tecnologias que envolvem tratores, GPSs, controladores de aplicação e análises de solo dentre outros.

Tudo isso é utilizado com um mesmo propósito: compreender a variabilidade do solo, seus níveis nutricionais e as necessidades que devem ser corrigidas. Quanto mais ferramentas, mais informações. Quanto mais informações, um resultado mais efetivo.

Desta forma, este tipo de agricultura visa gerir o campo de produção de maneira exata, a fim de aplicar os insumos e os recursos no local adequado para a produção, evitando desperdício e aumentando a produtividade no setor. Assim, a agricultura de precisão tem como finalidade otimizar os sistemas que são usados na agricultura com enfoque no manejo das diferenças produtivas e também dos fatores que envolvem o processo, incluindo as variabilidades, que podem causar diferença na produção.

A agricultura de precisão possibilita um conhecimento amplo para a produção, o que vai facilitar a tomada de decisão durante o processo pelo produtor. Além disso, este sistema contribui de forma positiva porque passamos a tratar de maneira diferente coisas que são efetivamente diferentes, tratando da variabilidade. Dessa maneira, é possível ter um aumento global na produtividade.

Também é papel da agricultura de precisão atender as diferenças no campo, tratando com mais insumos áreas de maior produção, fazendo com que essas áreas produzam mais ainda e, por outro lado, reduzir adubação em áreas de pouco potencial produtivo.

O sistema também tem outras vantagens como a maior capacidade e flexibilidade para a distribuição dos insumos durante o processo, aplicação localizada para sustentar a produtividade, contribuindo para o meio ambiente.

Por meio da agricultura de precisão, há redução de custos no processo, diminuição do grave problema do risco da atividade agrícola, controle do risco da situação pelo uso da informação, maior produtividade na lavora, mais tempo livre para o agricultor, além de melhoria do meio ambiente pelo menor uso de defensivos.

Desta forma, as novas tecnologias e os sistemas de gerenciamento têm apresentado resultados eficientes e efetivos para o agronegócio, contribuindo para a lucratividade e evitando desperdícios na produção.

No blog da InCeres você encontra vários artigos sobre Agricultura de Precisão, suas principais funcionalidades e soluções, bem como entende mais sobre como a InCeres é a melhor opção para o manejo da fertilidade do solo e o processamento de dados coletados.

Só a InCeres é capaz de gerar os melhores resultados em geração de mapas de fertilidade, mapas avançados para recomendação, mapas de produtividade mais completos e integração total com as aplicadoras, entregando para você a solução completa em Agricultura de Precisão.

Acompanhe nossos artigos, faça download de nossos conteúdos especiais no canto direito da tela e acompanhe também nossos webinares. É a InCeres em um compromisso firme de desenvolver a agricultura brasileira lado-a-lado com a tecnologia e lado-a-lado com você.

Os desafios da Agricultura de Precisão

Na sociedade contemporânea, a tecnologia destaca-se no setor agropecuário pelo custo/benefício. Os sistemas otimizam os processos, reduzindo custos, gerando lucro e economia, além de atuar de forma eficiente na administração. Neste contexto, a agricultura de precisão tem contribuído de forma positiva, aumentando a produtividade nas culturas e também mantendo a qualidade no meio ambiente.

Mas, esta nova tecnologia tem apresentado muitos desafios para o agronegócio. Apesar das vantagens, a agricultura de precisão encontra barreiras como a falta de informação ou treinamento, disponibilidade de recursos ou equipamento, padronização de comunicação entre os fabricantes, além da dificuldade de sinais de internet ou telefone, por exemplo.

Desta forma, a falta de comunicação é considerada um dos maiores entraves para a aplicação do sistema, uma vez que se torna um fator limitante. Assim, é fundamental estudar e reconhecer o processo como um todo, conhecendo as suas características, peculiaridades e aplicação. Por exemplo, por meio da agricultura de precisão é possível monitorar as colheitas e, assim, ter acesso a dados precisos sob a sua produção. Neste sentido, deve haver disposição para aprender e estudar o sistema, a fim de conhecer os seus benefícios e vantagens.

Além disso, a implantação do sistema depende de recursos orçamentários. A falta de recursos, por exemplo, impacta em diversos fatores que são essenciais para a manutenção do processo. Outro desafio é a falta de disponibilidade de ferramentas, pois, geralmente, as fazendas estão situadas em locais distantes ou de difícil acesso. Isso implica falta de manutenção no sistema, atraso em acompanhamento da tecnologia e, assim, resultando em eventuais atrasos no sistema operacional.

Apesar dos desafios enfrentados pela agricultura de precisão, a tecnologia é uma aliada do agronegócio. Assim, o agricultor deve ter foco, disponibilizar recurso e investir no sistema, possibilitando economia de tempo nos processos e redução de custos, além de facilitar a aplicação de insumos do processo. Além disso, por meio da tecnologia, o agricultor tem a capacidade para tomar decisões mais rápidas e de forma embasada, pois tem um controle melhor da atuação do seu negócio.

Para facilitar o agronegócio, a empresa InCeres oferece um software que atua no manejo de lavouras e, assim, otimiza resultados e contribui para a redução de custos no processo. Saiba mais no site: http://45.55.47.56/.

Técnicas de amostragem de solo tradicional

Analisar o solo de um local é essencial para que a fertilidade dele seja avaliada, uma vez que irá determinar a quantidade dos nutrientes presentes, assim como os elementos químicos que podem impedir um desenvolvimento eficaz da cultura. Essa análise se mostra um dos pontos mais importantes se o proprietário deseja investir em programas de correção e adubação desse solo.

As técnicas de amostragem devem ser aplicadas com eficiência, sendo o primeiro ponto, fazer subdivisões de um mesmo terreno, que serão alocadas em função de diferentes características de solo, como por exemplo: cores do solo, texturas, relevo, culturas, adubações, entre outros elementos. É importante lembrar que, se necessário, podem ser adicionadas subdivisões dentro dessas divisões, desde que seu tamanho não seja maior do que 10 hectares. As amostras devem ser recolhidas algum tempo antes do plantio, podendo ser feitas nas estações de seca. No que diz respeito às culturas perenes, deve-se fazer a amostragem 2 meses depois da última adubação.

Há dois tipos de amostras de solo: a simples e a composta. A amostra simples será coletada de um pequeno pedaço da terra homogênea, que será retirada aleatoriamente. Por esse motivo, não é recomendada para fins de análise de fertilidade, sendo efetiva nos casos de classificação do solo. A amostra composta é realizada a partir da reunião de diversas subamostras, que são colhidas aleatoriamente dentro de um determinado terreno e depois são misturadas. Para que a amostra composta seja realizada com precisão, devem ser coletadas de 8 a 10 subamostras que serão enviadas para o laboratório.

A coleta é feita em pontos aleatórios, porém caminhando em zigue-zague, dessa forma pode-se certificar que a maior parte possível do solo será coletada. Feito isso, cada uma das subamostras deve ser colocada em um recipiente limpo e misturadas, sendo coletado, após esse procedimento, meio quilo da mistura obtida, que será posta em um saco plástico devidamente identificado. A amostra composta irá representar a parte do solo de onde foram coletadas as subamostras.

É preciso garantir a coleta de amostras em locais distantes de casas, brejos, formigueiros, caminhos, etc., evitando assim a alteração dos resultados. As ferramentas mais utilizadas para a coleta de amostras do solo são: trado de rosca, trado holandês, trado tubular e trado de caneca. Elas devem ser coletadas em uma profundidade de cerca de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm.

Na agricultura tradicional, a amostragem do solo é extremamente importante para avaliar sua fertilidade e manejar o solo de forma econômica. Com esse tipo de abordagem, é possível manejar calcário, gesso, fósforo, potássio, micronutrientes e todos os outros insumos que são direcionados ao solo. A dose certa de cada um deles é fundamental para obter altas produtividades. Quando percebemos que as necessidades de cada um deles são diferentes em cada lugar, está na hora de avançar para a agricultura de precisão e fazer a  amostragem georreferenciada em grade.